sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Espacios físicos intervenidos por el tiempo

El tiempo es un espacio. El tiempo es humano y natural. Cultural, estructural, agresivo. Por lo tanto, afectivo. Intencional. Constructor y estafador. El tiempo y las cosas son un encuentro de espacios. Hay espacios dominados por cosas, y otros dominados por el tiempo. A la medida que mi tiempo interacciona con el espacio tiempo de las cosas, coincido con otros tiempos, descubro nuevos viejos espacios.

Essa viagem conceitual é de minha autoria, olhando pras marcas do tempo concretadas no concreto da cidade de Buenos Aires, enquanto me deslocava de Barracas a Villa Crespo no coletivo 168.

Dessa viagem me transportei a outra viagem, Chile, transição de 2013 pra 2014. Cerro Santa Lucía, local onde chegaram os espanhóis na capital chilena. Antes chamado de Huelén (dor, melancolia ou tristeza em mapudungun), passou a se chamar Santa Lucía (marca do cristianismo). Soube essas informações por outras fontes, ao visitar o Morro vi a imposição europeia, muito pouco sobrou de Huelén. Construções clássicas em meio às pedras e árvores que povoam o morro no meio da cidade de Santiago. A imponência das construções arquitetônicas feitas pelos espanhóis omitiu o significado Mapuche deste lugar. Hoje em dia pessoas de todo o mundo visitam o Morro, entram em contato com significados dados pelos espanhóis ao lugar, Huelén já não está presente, já faz parte de um tempo que passou, que já foi dominado por outro. Faço questão de fazer o exercício sensível de entrar em contato com o que nos deixaram nossos povos originários e perceber o que sobrou de melancolia nas paredes de concreto que me cercam.

             


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